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SFCG Angola – Outubro 2011 Also in English
A participação dos estudantes Angolanos no Parlamento Escolar
Em Janeiro 2010, o Search for Common Ground criou o Parlamento Escolar para trabalhar com jovens de maneira estratégica adequada e sustentável. O projecto tem como objectivo criar uma nova geração de líderes Angolanos. No início, SFCG e os participantes do projeto trabalharam com jovens e adolescentes que tinham enfrentado problemas com a delinquência, e também com membros de gangues de rua que foram responsáveis por actos moralmente condenáveis, como por exemplo roubo, fumar substâncias ilegais, violência de rua, prostituição e em alguns casos estupro. Mais tarde, em 2009, o SFCG em côoperação com o IASED (Instituto Angola de Sistemas Electorais e Democracia) estabeleceu o primeiro Parlamento Escolar para atingir o objectivo de criar uma nova geração de líderes.
Em Janeiro 2010, com fundos recebidos da Delegação de União Européia em Luanda, o SFCG continou o projecto do Parlamento Escolar para capacitar os futuros líderes de Angola. O SFCG trabalha com jovens angolanos de 50 escolas secundárias em Luanda e em Cabinda, através uma série de actividades interactivas que os capacita em educação cívica. O Parlamento Escolar é uma boa opportunidade para que as jovens possam debater questões actuais e tomar decisões políticas. O programa também fornece experiência em processos governativos e na responsabilidade pelos constituintes. Assim, o programa não só lhes apresenta os princípios democráticos e os procedimentos constitucionais específicos em Angola, mas também combina estes conceitos com uma esperiência prática. O Parlamento Escolar está ligado a um programa de rádio semanal que expõe vários temas do projecto e partilha os com jovens Angolanos.
O projeto é uma resposta para os desafios dos jovens que têm crescido no ambiente político restrito e centralizado de Angola, com pouca ou nenhuma oportunidade para participação cívica, e tem como objectivo promover uma participação maior e mais positiva do lado dos jovens no futuro de Angola. A eleição parlamentar de 2008 foi um bom exemplo de democracia e foi um dos primeiros passos em direcção de uma cultura democrática mais aberta, mais participativa e mais responsável. Em uma pesquisa que foi realizada pelo SFCG para avaliar o nível de consciência dos participantes, mostrou que os estudantes concordam que a participação no programa é muito importante, desde que, durante o projecto eles aprendam a expressar as suas opiniões. A maioria dos estudantes acha que as actividades do Parlamento Escolar lhes permitem ganhar mais conhecimento sobre cidadania e liderança.
Como é que funciona?
Os alunos, que formam o parlamento, foram eleitos pelas escolas que eles representam usando as mesmas regras e regulamentos que a Assembléia Nacional de Angola usa. Os membros do parlamento e os deputados são eleitos anualmente correspondendo ao ano lectivo. O parlamento também tem um presidente eleito pelos seus colegas. O presidente tem um mandato anual, e não pode ser re-eleito para um terceiro mandato consecutivo, a fim de instigar a ideia e o conceito da rotação e sucessão democrática.
Os grupos de trabalho são organizados por grupos temáticos parlamentares, chamados "comissões" e eles são responsáveis por propor resoluções ao parlamento para uma votação futura. Nas escolas, os 5 grupos de trabalho, que pertencem a comissões diferentes, discutem assuntos e temas que tenham sido definidos em colaboração com o SFCG e o IASED, o parceiro local que trabalha neste projeto.
Eles elaboram uma resolução e distribuem-na entre os deputados para recolher recomendações e comentários. Quando o rascunho é finalizado, os deputados reúnem–se para uma sessão chamada "Sessão Plenária". Durante esta sessão, o parlamento vota para aceitar ou recusar a resolução apresentada pela comissão. Na foto acima, podemos ver a presidente da “Comissão da bancada parlamentar das Mulheres” apresentando uma resolução sobre a maneira como as trabalhadoras de sexo podem ser ajudadas e sobre as alternativas para o problema da prostituição em Luanda.
Finalmente, quando a maioria dos parlamentares votam em favor da resolução, seguindo as regras da Assembléia Nacional de Angola, a resolução é aprovada, e o SFCG e o IASED refinam-na. Depois, estas organizações contactam as autoridades locais. Quando uma reunião ou audiência é concedida, os membros do Parlamento Escolar, que tenham apresentado e defendido a resolução para os seus colegas, encontram com as autoridades locais para um debate sincero e aberto. Nesta foto, um membro de uma comissão entrevista o Comandante da Brigada Escolar. A Comissão apresentou as suas recomendações no Parlamento Escola sobre os desafios da violência escolar em Luanda e em Cabinda. A polícia aceitou a recomendação e incluiu-a numa proposta que a polícia irá apresentar ao Ministério do Interior a nível nacional. A polícia também manifestou o seu interesse e vontade de colaborar com o SFCG em outros municípios também.
O SFCG vai continuar a organizar encontros entre estudantes e funcionários do governo, e está dedicado a introduzir os jovens Angolanos no desenvolvimento democrático do seu país, para assegurar um futuro com transparência e responsabilidade mais elevado. O Parlamento Escolar tem 50 membros que representam 10 escolas da área metropolitana de Luanda. Em Cabinda, o Parlamento Escolar também foi estabelecido com 25 membros que representam cinco escolas.
A visita do Parlamento Nacional das Crianças de Guiné-Bissau
O Search for Common Ground (SFCG) convidou o Parlamento Nacional das Crianças de Guiné-Bissau para Angola para uma experiência de interâmbio e para um encontro com os participantes do Parlamento Escolar. Durante a visita, os dois grupos encontraram e discutiram uma variedade de temas relacionados á juventude, e compartilharam idéias sobre o papel dos organizações estudantis, como por exemplo o Parlamento Escolar.
Os onze compromissos com as crianças, que defendem os direitos das crianças, tal como o direito á vida saudável ou o direito á segurança física e social, e o grau de implementação da Convenção sobre os Direitos da Criança, e o problema do trabalho infantil e das crianças de rua, foram alguns dos vários temas que eles discutiram. No ponto de vista dos participantes, a falta de educação, mau sistema de saúde, pobreza e a rejeição da defensa dos direitos das crianças pelo governo são uns dos maiores problemas que os jovens e crianças africanas enfrentam. Um membro do PNC, Hussainatu Mendes, ressaltou a inconsistência na prática do governo em relação aos direitos das crianças: "Os países africanos também assinaram a Convenção sobre os Direitos da Criança, mas são eles que os infringem." Uma das conclusões foi que embora o apoio do governo seja muito importante na promoção dos direitos das crianças, as crianças e os jovens também deveriam participar na solução dos seus problemas.
Durante a sua estadia, os grupos visitaram uma variedade de organizações, tal como o Instituto Nacional das Crianças, o Instituto Angolano de Sistemas Electorais e Democracia, a Assembleia Nacional Angolana, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, O Conselho Nacional da Criança, Família e Promoção da Mulher.
Laurindo Vipipili, o presidente de Parlamento Escolar de Angola, disse que a delegação guineense deu-lhes a idéia de criar um Parlamento Nacional das Crianças em Angola. Em geral, os representantes dos grupos disseram que eles aprenderam muito com esta experiência, e com as idéias que o outro grupo compartilhou.
"Será bom começar a informar as crianças a partir de tenra idade, sobre as questões da igualdade de género, a fim de acabar com a idéia de que os meninos têm mais valor que as meninas." --Jonatas Hanque Vice-Presidente da NCP |
A Equipa - Angola
Acabam de ser filmados os 15 episódios de “A Equipa” em Angola, na província da Huíla. A novela concentra-se nas questões de fortalecimento da mulher, incluindo tópicos como por exemplo a violência sexual e a violência doméstica. Nesta novela investiga-se as mulheres que estão por atrás dos personagens masculinos, e demonstra as barreiras e os catalisadores do fortalecimento da mulher. A série acentua a necessidade de ter mulheres envolvidas nos processos decisórios, a fim de melhorar a situação das mulheres em Angola.
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Em Angola, os personagens são membros duma equipa de futebol em Lubango. Filmado por Oscar Gil, os tópicos apresentados na, “ A Equipa ” foram desenvolvidos através consultas com membros da sociedade civil e com alguns membros dos governos locais em quatro províncias diferentes que culminaram numa súmula geral em Luanda. Os resultados pretendidos e as principais mensagens foram obtidos através de workshops com líderes da sociedade civil e funcionários dos governos locais em quatro províncias. Através de um processo participativo, o SFCG e os seus parceiros consiquiram identificar os principais tópicos que precisavam de ser enfocados, e formular messagens e objectivos claros para a série.
Depois, estas ideias foram incluídas no enredo que enfoca numa equipa de futebol, apresenta os assuntos sociais que os jovens enfrentam, e mostra o modo como estes problemas podiam ser resolvidos duma maneira diferente da que seria normal em Angola. Com a ajuda das associações de estudantes de cada escola que participa no programa de Parlamento Escolar, A Equipa vai ser apresentada para alunos de 15 escolas em Luanda e Cabinda. A exibição vai ser acompanhada por um manual de facilitação a fim de que os estudantes sejam capazes de discutir e desenvolver os assuntos apresentados na série. Posteriormente, sessões de outreach (Extensão comunitária) também são planificadas nas cidades do Lubango, Huambo, Cabinda e Luanda com a participação dos parceiros do SFCG envolvidos na educação cívica.
Um dos principais jornais de Angola, o Jornal de Angola, recentemente publicou uma reportagem sobre a nova temporada, trazendo mais publicidade para a série já popular. O artigo elogia a nova novela, dizendo: "Os enredos, os recursos materiais utilizados, e o alto nível de actuação dos treinadores e dos jogadores dão razão, desde o início, para predizer que o público vai ser entretido pela alta qualidade técnica e artística" da série.
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O sucesso de “ A Equipa” é devido ao papel inspirador que o futebol tem ao redor do mundo. O jogo bonito fornece uma estrutura e configuração que motiva o público a promover mudanças sociais positivas. Em cada país, os jogadores conseguem resolver os seus inevitáveis conflitos, e acabam descobrir que os pontos comuns que os vinculam são muito mais profundos de que as diferenças que ameaçam separá-los. Os personagens demonstram um comportamento cooperativo que é fundamental não só para vencer no futebol, mas também para resolver pacificamente os problemas prementes que o seu país enfrenta. Aliás, segundo a mega-metáfora, cada país tem que juntar-se como uma equipe, não como uma colecção de indivíduos, ou grupos étnicos ou políticos, e a cooperação é essencial para o desenvolvimento.
A fim de maximizar o efeito da série, o SFCG também desenvolve a volta do programa e a sua mensagem um conjunto de atividades de estabelecimento da paz, que têm como objectivo criar relações entre pessoas de grupos diversos, e catalisar acções. As actividades incluem torneios de futebol, exibições móveis de cinema, formações de liderança e de estabelecimento da paz, currículos escolares de educação cívica, e campanhas de paz usando SMS e as novas tecnologias de mídia. As organizações e os grupos são envolvidos nas actividades a fim de garantir que eles sejam enraizados na sociedade.
A Equipa - Angola é uma adaptação do premiado projeto criado e produzido pelo SFCG, e produzido em 16 países ao redor do mundo. Os programas de rádio e televisão têm como objectivo mudar as atitudes das pessoas em países afectados por conflictos, apresentando times de futebol heterogéneos que compreendem que o sucesso no campo só vem através da coesão, tolerância, unidade e respeito pelos outros fora do campo.
O nosso novo projecto: Juventude responsável para uma Paz duradoura, através Centros de Resolução de Conflictos
Este projeto financiado pelo BP baseia-se na experiência do SFCG, e estimula os participantes a engajar-se ainda mais nas suas respectivas comunidades usando as lições aprendidas. O projeto tem como objetivo iniciar uma progressão de identificar as questões-chaves na sociedade e aprender a foca-los até realizar actividades concretas em resposta a estas questões-chaves. O projeto pretende promover a posse do papel da juventude na sociedade angolana, e pretende aumentar a autoconfiança dos líderes jovens para engajarem-se, com o objetivo de promover mudança, nas suas comunidades.
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O projeto promove a construção dum futuro de paz em Angola através suportar os jovens na estabelecimento da paz e participação comunitária. O projecto baseia-se nos fundamentos do projeto do Parlamento Escolar, um outro projecto do SFCG Angola, e continua a promover o desenvolvimento dos jovens enquanto os fortalece para tomar posse das iniciativas a nível comunitário. O projeto tem o objetivo geral de promover maior participação dos jovens em determinar o futuro de Angola a nível comunitário. O projecto é dirigido por dois objectivos específicos. O primeiro é fortalecer as competências dos jovens angolanos na educação cívica, e as suas habilidades para a vida, incluindo a liderança, a resolução de conflitos, a resolução colaborativa de problemas e a advocacia. O segundo é promover diálogo e interação entre os jovens e grupos diversos.
Através da construção de Centros de Resolução de Conflitos ou "Njangos", o projecto pretende estabelecer uma estrutura que permita a transferência sistemática do conhecimento entre os alunos. Usando os manuais do Parlamento Escolar e outra literatura, o investimento inicial no projeto vai fornecer recursos, que asseguram a sustentabilidade futura dos Centros de Resolução de Conflitos, aos estudantes. Devido ás relações feitas com os parlamentares, os alunos vão ser capazes de manter vivo e reforçar estes vínculos, e de continuar o diálogo entre jovens e governo em geral.
O SFCG e o BP têm como objectivo desenvolver a capacidade dos actores locais e fornecê-los recursos que permitem a sustentabilidade dos resultados do projeto. Os Centros de Resolução de Conflitos vão funcionar como uma plataforma onde o envolvimento comunitário e inter-juvenil, com líderes de jovens na vanguarda, pode ser iniciado. Estes centros também servirão como locais de encontro onde outras iniciativas podem ser iniciadas. O SFCG pretende aumentar o engajamento e os inputs das comunidades através da extensão das lições e as atividades do projecto ao público em geral usando programas de rádio. Com o uso do rádio o SFCG vai ser capaz de aumentar o engajamento dos jovens nos Centros de Resolução de Conflitos.
O projeto foi lançado numa cerimônia pública no Hotel Alvalade em 24 de Agosto de 2011, e a primeira formação dos formadores teve lugar no INAC de 29 de Agosto até 2 de Setembro de 2011.
Produção radiofónica de Studio N'Jango
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O estúdio do SFCG em Angola está localizado num prédio comercial no município do Kilamba-Kiaxi. Atualmente, o estúdio trabalha a tempo inteiro, com quatro repórteres jovens e um especialista de mídia. Todos as semanas há uma reunião de produção, normalmente na sexta-feira, durante o qual os assuntos e temas são selecionados. Depois, o trabalho é distribuído entre os jovens repórteres, e na semana seguinte eles retornam com o material de áudio colectado. Até agora, o estúdio produziu mais de 30 programas de rádio durante o trimestre passado. Estas produções de rádio cobrem uma variedade de assuntos, como a segurança escolar, o problema dos pais que abandonam suas crianças, prostituição, o uso de drogas entre os jovens, gravidez precoce e indesejada, desemprego, violência juvenil, abuso sexual nas escolas, a participação dos jovens no processo tomada de decisão democrática, a responsabilidade dos líderes políticos, descentralização, violência doméstica, o papel dos jovens nos registos eleitorais, o direito à cidadania e aos serviços básicos, os direitos das mulheres, liderança das mulheres em Angola, mulheres e sua autonomia financeira, etc. A produção de rádio, chamado "Baza Madie", usa diversos formatos que incluem mesa-redonda, entrevistas, vox pop, revistas e apresentações. O programa é produzido exclusivamente pelos repórteres jovens.
Povos de Angola: Os Mumuílas
Os Mumuílas não são pessoas muito conhecidas. Mas não se ouve falar muito deles. Mesmo entre os angolanos há muitos que não sabem que eles existem. A sua população é rejeitada pela sociedade moderna devido ao seu vestido, comida e trabalho. Os Mumuílas são pastores e vivem nas províncias de Huíla e Namibe. A sua principal fonte de renda e subsistência é a venda do seu gado e de produtos lácteos. Estas pessoas possuem características únicas em comparação com outros povos em Angola. Um exemplo é o seu hábito de banhar-se com leite e usar fezes secas de vaca como esfoliante. Quando eles vêm à cidade para comercializar os seus produtos, eles chamam a atenção de todas as outras pessoas, por causa do seu vestir e a sua estranha cultura.
No entanto, nos tempos antigos, esta tribo deu a Angola muitos grandes monarcas e rainhas. Nós oferecemos uma foto duma mulher desta tribo que gentilmente posou para nossa equipe que estava trabalhar no campo.
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Luanda -Angola
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